Atentado

A arte como terrorismo


Destruir as casas com cimento e aço;
construir, com canhões de guerra, o espaço
e tudo transformar com pacifismo terrorista.
aprendiz de terrorista. Quando era criança, explodia formigueiros. Agora trata de explodir a realidade nos seus textos. Nas horas vagas, gosta de desconstruir as coisas. não fala sobre nada.
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Domingo, Abril 24, 2005

Se você dança com Diabo - Capítulo 33 (de 35)

Depois de ter desamordaçado o velho, coloquei o caderno aberto sobre seu colo.
Segurando a arma de bolinhas na mão direita, eu disse com a voz muito calma:
Leia.
O que é isso?
Leia.
Ele obedeceu. Fixou o olhar no caderno e se concentrou. Um instante depois, quando percebeu do que se tratava, ergueu novamente os olhos para mim.
Onde foi que você conseguiu isso?
Permaneci em silêncio. Sem esperar minha resposta, ele voltou a ler o manuscrito. Como continuava amarrado na cadeira, me pedia para virar a folha, ao final de cada página.
Terminada a leitura, ele fez uma cara pensativa. Murmurou apenas.
Agora sim eu entendo porque o te enganei ficava tão nervoso com o café-da-manhã...
Explodi.
Ergui meu joelho direito à altura do peito e, empregando toda a força da minha perna, derrubei, com um coice para frente, a cadeira com o diretor de costas no chão.
Perdi a porra da minha paciência com você, velho! Disse, chutando as costelas dele. Você ouviu? Perdi a paciência! Vocês acham que eu sou o quê!? Algum idiota!? Vocês acharam mesmo que iam conseguir me enganar com essa merda!? Perguntei, pegando o caderno do chão e o arremessando com força contra a cara dele. Vocês acharam mesmo que eu ia acreditar nessa porra dessa história ridícula!? Anda! Levanta daí! Ergui a cadeira com ele, puxando pelos seus cabelos. Comecei a desamarrá-lo. Nós vamos dar mais uma voltinha...