Atentado

A arte como terrorismo


Destruir as casas com cimento e aço;
construir, com canhões de guerra, o espaço
e tudo transformar com pacifismo terrorista.
aprendiz de terrorista. Quando era criança, explodia formigueiros. Agora trata de explodir a realidade nos seus textos. Nas horas vagas, gosta de desconstruir as coisas. não fala sobre nada.
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Sexta-feira, Março 25, 2005

Se você dança com o Diabo - Capítulo 19

Olhei para ele indignado Tive vontade de bater mais. Rolei para cima dele de novo. Ergui o braço. Fechei o punho.
Ele gargalhava.
Não cara! Chega! Por favor, não bate mais em mim.
Está rindo do quê? Palhaço!
Você precisava – risos – você devia – risos – devia ter visto a sua cara de susto – risos – quando eu dei o primeiro tiro.
Ele mal conseguia abrir os olhos por causa do inchaço do rosto. Os dentes apareciam vermelhos do sangue que brotava das gengivas. O nariz talvez estivesse quebrado. Eu devia matar aquele imbecil. Não valia a pena. Eu estava cansado demais.
Idiota!
Saí de cima dele. Me encostei à porta. Abri a janela. Tirei do bolso um cigarro todo amassado e o acendi.
Ele também se levantou, ainda rindo. Abriu o porta-luvas e tirou de lá um pacote de lenços de papel. Começou a enxugar o suor do rosto e o sangue do nariz.
Cara, você me quebrou inteiro.
Devia ter te matado.
Ele riu outra vez.
Me dá um cigarro?
Dei. Ele abriu a janela do seu lado. Se encostou à porta. Começou a fumar também.