Acabou. Agora só nos resta voltar à vida cotidiana após essas mini-férias que tivemos. Amanhã começa oficialmente o segundo semestre e a vida se vê forçada a entrar no molde, naquele molde que os dentistas fazem da arcada da gente, enfiando uma massa rosa e insípida na nossa boca e nos pedindo para, por favor, tentarmos não vomitar. Mais ou menos assim que eu me sinto agora, exagerando um pouco, claro.
Será que alguém ainda lê essa merda? Os contadores continuam anunciando algumas parcas presenças. Deve ser tudo por engano. Gente que entra no google e procura "Terrorismo"; "Bin Laden"; "Ácido Sulfúrico" etc... Devem ser todos colegiais zumbis buscabdo material cibernético para trabalhos medíocres encomendados por seus professores.
Não importa. O terror continua. Tem que continuar sempre. Eu resisto. Bonita essa palavra, resistência.
Por outro lado é muito panfletária. Não, corta o "eu resisto" e põe no lugar apenas um "eu ainda venço minha própria preguiça", fica mais sincero assim.
Se bem que eu também não sou um escritor romântico para valorizar a "sinceridade da arte". Então risca também o "eu ainda venço a minha prórpia preguiça".
Põe o que no lugar? Sei lá porra... põe o retrato da sua mãe pelada para ver se fica bom, e se não gostou, enfia logo no cu, também.
Baixou a pomba gira. Estou invocado, não sei com que. Sempre que sento para escrever sem assunto descambo na agressividade gratuita. Não me culpo. É divertido pelo menos. Era a mesma coisa quando eu fazia curtas com uns amigos. Quando estávamos sem idéias, filmávamos violência gratuita. É fútil, todos sabem, porém divertido, ninguém nega. É como disse o Tarantino, fingindo inocência, quando criticado pelo excesso de violência no Kill Bill, "ué, sempre pensei que o cinema americano fosse para mostrar as pessoas se bejando e se matando."
O blog continua. Ressurge das cinzas como a fênix. Ai que delícia! Esse é daqueles lugares-comuns tão batidos, mas tão batidos, que da até um arrepiozinho na espinha, ói... "ressurge da cinza como a fênix" uuuuuuuuuu... que nem halls preto, sai até lágrima do olho.
Pedimos desculpas pela temporada fora do ar. Tivemos algumas dificuldades técnicas e estivemos ocupados com outras coisas.
Trabalhei nuns filmes meus, assisti a muitos filmes bons, virei fã do Chaplin (ó originalidade...), escrevi um pouco, viajei, fiquei doente (muito doente), cantei Bee Gees no videokê, peguei umas incômidas, enfim... Coletei experiência nova para transformar em ficção depois.
Aliás, falando nisso, uma coisa bem legal que eu fiz nesse tempo foi trabalhar bastante na ópera que estou escrevendo com o Porco. Já temos todo o enredo em linhas gerais e eu já escrevi a primeira cena... Depois eu posto.
Acabou. Bem vindos de volta, meus caros pesquisadores de internet!